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sábado, 20 de agosto de 2011

Chopin - Valsa No.7 por Evgeny Kissin ou Vladimir Horowitz

A destreza técnico-emotiva de  Evgeny Kissin e a sensibilidade apurada, mesmo veloz, de Vladimir Horowitz, o que você prefere? Não que o primeiro não seja também sensível (e bastante) ou que o segundo, menos ainda, não seja um exímio técnico da arte do piano clássico. Mas é nítida a diferença na interpretação ente ambos quando tocam a Valsa No.7 de Chopin, opus 64-2. O primeiro precisa apelar para um tempo mais largo para passar emotividade, enquanto o segundo, mantém um tempo mais comum às valsas do século XIX e, mesmo assim, passa mais emoção romântica. Em 2009 já havia postado o vídeo do russo mais antigo e sensível (ah, diga-se de passagem, ambos são de escola russa, mas só o primeiro é russo, de nascença, o outro é ucraniano), mas vi o vídeo de Kissin e quis postar esta comparação. Eu, particularmente, prefiro a interpretação de Horowitz, que apesar da qualidade do vídeo não estar tão boa, tem mais a cara que acho que tem a música de Chopin. Bom, vejam vocês, caros leitores/ ouvintes deste blog e tirem, vocês próprios, suas conclusões.

  
Evgeny Kissin, uma versão mais técnica (apesar de mais lenta)

Vladimir Horowitz, uma versão mais emotiva (apesar de mais veloz).

Weslay Mendonça

9 comentários:

  1. bela comparação...obg pela oportunidade! e realmente, o Horowitz tbm me passa um sentimento e uma empatia maior...

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  2. Weslay, assim como você e o Marcos, tambem fico com Horowitz, embora Kissin tenha tocado de uma forma lenta mas adorável, nunca tinha ouvido assim...

    Incomparavelmente melhores são as interpretações de Arthur Rubinstein. Quem desejar ouvir as Valsas completas de Chopin na visão melancólica mas segura de Rubinstein encontrará o arquivo nesse blog. O link está funcionando, acabei de baixar os CDs

    http://maisumadofalsario.blogspot.com/2007/05/1990-chopin-collection-por-artur.html

    O CD 9 contem as Valsas e pode ser baixado individualmente.

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  3. Weslay, talvez o fato de Rubinstein ter sido conterrâneo de Chopin explique a firmeza, expontaneidade e autenticidade da visão de Rubinstein.

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  4. Ótimo link, Er. Obrigado! Rubinstein é ótimo, também, plenamente. Não possuia a gravação das valsas, apenas alguns excertos... será ótimo ouvi-las todas. gratíssimo.

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  5. Como vc, ouvirei as valsas. Teço aqui depois uma opnião sobre o Rubistein tocando-as... Vamos ver se concordamos! ehehe... previamente, acredito que sim...

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  6. Eu gostaria de ouvir a sua opinião, Weslay... Mas baixe pelo Mediafire, pois o link do Rapidshare está vencido.

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  7. Er... gostei muito. Ouvi repetidamente as valsas hoje, durante as viagens lentíssimas de carro em Fortaleza. Tem leveza na interpretação do Rubinstein, no sentido de que este parece flutuar por sobre as regras do convencional tecnicamente. Leveza e segurança. Gostei particularmente da Opus 34, me lembrou um episódio meu com 16 anos. ehe. Abraço.

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  8. Você descreveu muito bem: leveza e segurança são, pra mim, duas das características da interpretação de Rubinstein. Os tempos tambem nunca me decepcionam. E acima de tudo, a serenidade! Weslay, você já viu um video do Rubinstein tocando? Parece totalmente imperturbável, os dedos voando sobre o teclado com mínimo esforço. É isso que eu chamo de CONTROLE, que é indispensável pra tocar música clássica...
    Sobre a colaboração que você citou em meu blog: Em princípio seria um prazer participar, mas será que você poderia dar mais detalhes? Como seria realizada?
    Um grande abraço.

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  9. Er, caro, qual seu email? Se preferir, me manda um para weslaymendonca@gmail.com que te respondo falando melhor sobre o que penso para o blog.

    Abraço.

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