Páginas

Mostrando postagens com marcador Hebert von Karajan. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hebert von Karajan. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de junho de 2011

J. Strauss II - "Vozes da Primavera" (Valsa), com H.V.Karajan e Khattleen Battle



Sempre ouvi esta valsa me remetendo a pelo menos duas lembranças importantes em minha vida, os contos de fadas e princesas que ouvia, lia e assistia na Tv Ceará quando criança e, não sei bem por qual motivo, ao meu desejo de estar próximo às flores, as paisagens verde-coloridas do interior dos sítios que visitava em minha infância na cidade de Russas, interior de meu pai. Hoje em dia, esta segunda lembrança em mim já vai se esvoaçando, excerto pelo vermelho forte do morango que, numa ocasião social em um destes sítios, chegou a mim como algo fascinante, dentro de uma bandeja alta e inacessível. E o vestido da soprano é vermelho, olhem só que coisa! No lugar destas lembranças mais antigas, me vem muito à cabeça hoje minha festa de formatura do ensino fundamental, mais pelo som dançante das valsas, do que propriamente por esta "Vozes da Primavera". Lá tocou outro Strauss, o Danúbio Azul. Desde então, valsas me lembram sempre aquela data, quando dancei com minha irmã forró em rítmo de valsa: coisa de cearense. As vezes acho que meu superego se esquece de mim ou sou eu que me esqueço dele. Não vou falar muito sobre Johann Strauss por não conhecer suficiente a sua música, somente algumas das suas valsas mais famosas. Do pouco que sei, poderia dizer ser ele de um período romântico vienense, mais pro final do que pro auge do romantismo na Europa. Assim como era comum em seu tempo, vinha de uma família de músicos consagrada em seu país, a Austria. A mim me parece que este compositor fora um dos primeiros grandes nacionalistas na música, valorizando expressões rítmicas tradicionais, tal qual também o fizeram, por exemplo, Listz, Brahms, Nepomuceno e, um pouco mais tarde, os russos pré-revolucionários e revolucionários, como Stravinsky. No mais, a música é linda, rítmicamente dançante e, como se não bastasse, ainda é interpretada por Kattleen Battle, em uma versão cantada incomum. Na regência, o "controvertidíssimo" Hebert vom Karajan, um dos maiores arranjadores de todos os tempos das sinfonias do meu querido Ludwig van. No entanto, também odiado por sua passagem pelo Partido Nacional Socialista Alemão, em plena segunda guerra mundial. Esta parte de sua história, segundo ele, teve que passar, pois como músico morreria de fome senão estivesse no sistema. Pensemos, então, o que quisermos a respeito. Mito, pra muitos, monstro, pra outros, em menor quantidade. Karajan é um gênio da música, independente de suas pretensões políticas. Para mim, ele está perdoado por tudo, vai para o céu, graças a qualquer execução da nona sinfonia que realizou e, principalmente, por haver sido casado durante quase toda sua vida com uma mulher de origem judaica. Sensasionalismos midiáticos a parte, o cara foi o mais completo regente do século XX de suas terras germânicas, indiscutivelmente, na interpretação das sinfonias de Beethoven.


Weslay Mendonça

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Mozart - Agnus Dei da Missa da Coroação, por Karajan e Battle (Legendado)




Creio já ter confessado em postagem anterior que sou apaixonado por Kathlenn Battle, a nêga (como diria no Ceará) mais bonita da história da música erudita. De formação soprano de escola ianque, nos templos evangélicos reprodutores da Gospel Music, Battle possui a suavidade vocal contemplativa necessária à música sacra. Nesta versão belíssima da Missa da Coroação Mozartiana, a soprano faz juz a minha paixão. É de uma suavidade tamanha de serve de contraponto à característica agressiva de Hebert von Karajan, na Filarmônica de Viena. Uma versão, digamos assim, "agridoce" do Agnus Dei. Também participam, divinamente, o tenor Winbergh Gosta, o baixo Ferrucio Furlanetto e a contralto Schimidt Trudeliese. O vídeo é interessante por ser legendado. Ler a letra latina dá um toque todo especial.


Weslay Mendonça

domingo, 2 de agosto de 2009

Beethoven - Sinfonia No. 5 (1o movimento) - por Karajan



O que fez da 5o Sinfonia a mais conhecida das do grande gênio de Bom? Indiscutivelmente, a pose de Heber von Karajan ao regê-la, praticamente a interpretando com o corpo enquanto conduzia a Filarmônica de Berlin. A 5a é linda, forte, louca, ultra-romântica, idenpedente do intérprete. Mas Karajan potencializa todas as suas qualidades. Essa é talvez a versão definitiva da obra, apesar das inúmeras outras gravações. De uma orquestração riquíssima, cheia de efeitos rítmicos, harmônicos e de variações tímbrica do tema, a 5a de Beethoven nos conduz a um orgasmo. Este vídeo, uma raridade, mostra uma exibição de Karajan, apaixonante e que nos faz prender a atenção quase que a 100% da obra. O que achamos ter ouvido, mas não temos certeza, nos faz ouvir tudo de novo para queiramos identificar e sentir com maior precisão. A 5a de Beethoven interpretada por Karajan é simplesmente orgástica do começo ao fim, de forma múltipla. É um prazer quase que indescritível. Aqui, o primeiro dos quatro movimentos.

Weslay Mendonça