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sábado, 20 de junho de 2009

Debussy - Sonata para Viola, Harpa e Flauta




A bela Sonata para Viola, Harpa e Flauta, executada belissimamente pelo New York Harp Trio. Claude Debussy, o mestre maior do impressionismo musical, deixou-nos, entre outras, obras como esta: suaves, etéreas e, por que não, aconchegantes. Segundo a Wikipédia, o Movimento Impressionista na música, foi um movimento na música clássica européia, principalmente na França, que se iniciou no meio do Século XIX e continuou até o meio do Século XX. Assim como o seu percursor em artes visual, música impressionista focalizou mais na sugestão e na atmosfera do que na forte emoção ou ilustração da história. Música impressionista surgiu de uma reação aos excessos da Era Romântica.Enquanto este período foi caracterizado como uma Era do uso dramático do sistema das escalas maior e menor, música impressionista tende a fazer mais uso de dissonância com escalas não tão comuns, tal como a escala hexafônica. Compositores românticos também usaram formas longas de música, como a sinfonia e o concerto. Enquanto os compositores impressionistas preferiram formas menores. Um estilo musical, distinto e marcante, do período da música impressionista foi o efeito de planar sobre uma frase melódica. Claude Debussy, especialmente, foi mestre deste efeito. Várias de suas composições ele utiliza acordes de 11ª e 13º bem abertos e repetitivos, lentamente e, com um toque ostinato sobre estes acordes, ele desenvolve uma linha simples melódica por cima da mão que fica repetindo o acompanhamento nas mesmas notas, causando este efeito ser chamado de "planando", o que críticos descrevem como: "O efeito disso era uma nova e estranha sonoridade." Assim como na pintura, a música Impressionista não possui linhas (melódicas) nítidas, suas melodias são pouco angulosas, sensuais e etéreas. O efeito dos sons é muito importante no contexto da obra, muitas vezes mais importantes que a própria melodia. O Impressionismo basicamente caracteriza-se por ter um lirismo íntimo solitário (seguindo os passos dos Impressionistas e Simbolistas que preferem o imaginário e fantasioso ao real).


Weslay Mendonça