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sábado, 9 de julho de 2011

Mozart - Concerto para Trompa (Horn) No. 2, Allegro Maestoso. Por Seiji Ozawa.



Trompa Francesa
Seiji Ozawa, desta vez por ele mesmo e não por um discípulo como na postagem anterior, e trompetista Radek Baborák, interpretando ambos o Allegro Maestoso do segundo Concerto para Corne de Wolfgang Amadeus Mozart. O Corne (ou Trompa Francesa, ou simplesmente Trompa) é um instrumento que consiste de um tubo de metal terminando em uma ampla "campana", o final de um conjunto de voltas em torno de si. Utiliza-se de mecanismos de válvulas, como muitos outros metais. Lembro bem do chamado Cornetão, um parente mais simples da Tropa, que bem tive o prazer de tocar por mais de dois anos em uma banda de música militar. O som é parecido, aliás, como os são todos os timbres dos metais: variam em capacidade de altura e volume, segundo uma impressão pessoal minha (muita aberto a comentários que me discordem). Antigamente, os instrumentos antecessores dos metais, as trompas ou cornes feitos com chifres de animais, eram utilizados para sinalizações de caça. No Brasil, por exemplo, o Corne possui um primo mais velho que é muito conhecido e utilizado na tecnologia de criação de gado: o famoso berrante.
No vídeo, um concerto de Mozart escrito para aquele que é o mais "nobre" instrumento da família dos metais: a versão francesa da trompa ou, melhor, a Trompa Francesa, tão exaustivamente utilizada no classicismo musical (Horn).

Weslay Mendonça

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Verdi - Coral "Va Pesiero" da ópera Nabuco



Seiji Osawa, o grande e influente maestro japonês. 
Myung-Wha Chung
Hoje, amigos, além de fazer referência ao maestro japonês Seiji Ozawa, atual diretor da Ópera de Viena, que passa por reconhecidos problemas de saúde, vamos nos remeter à tradução deste belo coral de Giuseppe Verdi. Esta tradução foi retirada da própria internet, do site Letras.mus.br. O maestro está, no momento, em inatividade, cuidando de um câncer e de um câncro. Saúde e vida para ele! Esta postagem é em homenagem ao reconhecido maestro japonês. Mas, por favor, não confundam. Quem rege não é o próprio maestro, mas outro, também de origem oriental: o sul coreano Myung-Wha Chung, um dos inspirados no grande Osawa. Diz a letra de Verdi e tradução, respectivamente, ambas tiradas do site Letras.mus.br:



Va', pensiero, sull'ali dorate.
Va', ti posa sui clivi, sui coll,
ove olezzano tepide e molli
l'aure dolci del suolo natal!
Del Giordano le rive saluta,
di Sionne le torri atterrate.
O mia Patria, sì bella e perduta!
O membranza sì cara e fatal!
Arpa d'or dei fatidici vati,
perché muta dal salice pendi?
Le memorie del petto riaccendi,
ci favella del tempo che fu!
O simile di Solima ai fati,
traggi un suono di crudo lamento;
o t'ispiri il Signore un concento
che ne infonda al patire virtù
che ne infonda al patire virtù
al patire virtù!
Diz a tradução:

Vá, pensamento, sobre as asas douradas
Vá, e pousa sobre as encostas e as colinas
Onde os ares são tépidos e macios
Com a doce fragrância do solo natal!
Saúda as margens do jordão
E as torres abatidas do sião.
Oh, minha pátria tão bela e perdida!
Oh lembrança tão cara e fatal!
Harpa dourada de desígnios fatídicos,
Porque você chora a ausência da terra querida?
Reacende a memória no nosso peito,
Fale-nos do tempo que passou!
Lembra-nos o destino de jerusalém.
Traga-nos um ar de lamentação triste,
Ou o que o senhor te inspire harmonias
Que nos infundam a força para suportar o sofrimento.

A música se popularizou no decorrer do século XX por conta do tenor italiano Luciano Pavarotti, que sempre a cantava em seus repertórios.

Weslay Mendonça