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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Mozart - Sinfonia No. 40, completa. Karl Böhm


Karl Böhm

Sou fã incondicional de Karl Böhm, se é que já não disse isso antes. Sempre gosto de suas interpretações ao lado da Filarmônica de Viena, como é o caso do vídeo abaixo. Quanto à Sinfonia No. 40, lembro de muitos episódios de minha vida pessoal que fazem referência a sua melodia, especialmente à conhecidíssima melodia do primeiro dos movimentos abaixo: o Molto Allegro. Aliás, eu e o mundo lembra demais de momentos onde este movimento esteve presente, querem ver? Quem nunca jogou um game com cuja trilha sonoro tivesse como base esta melodia? Quem nunca teve um celular da Nókia com um toque com a abertura da Sinfonia No.40? Quem nunca viu algum filme de Hoolywood que este tema aparecesse? Duvido que alguém responda "-EU" às três perguntas acima. 
Não creio que seja a mais bela sinfonia de Mozart (gosto mais da de número 41, a próxima da fila, conhecida como "Jupiter"), mas, sem dúvida, é a mais conhecida delas. Vamos ver e ouvir, então, seus quatro movimentos, pois apesar da fama do 1o., é um pouco inconcebível à minha alma neurótica e maníaca que os quatro se dividam em postagens diferentes.


Molto Allegro - 8:53

Andante - 7:42

Minueto - 4:40

Finalle: Allegro Assai - 5:05


Weslay Mendonça

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Mozart - Requiem in D menor - Benedictus, por Sir Georg Solti, com Bartoli, Auger, Cole e Pape.

Capa do Álbum Original
Cecilia Bartoli
Um grande vídeo, cujos nomes falam por si só. Um dos maiores regentes do século XX, o húngaro-britânico Sir Georg Solti, ao lado de Cecília Bartoli (MezzoSoprano), Arleen Auger (Soprano), Vinson Cole (Tenor) e René Pape (Baixo). E, como se não bastasse, a influente Filarmônica de Viena. Já postamos o Recordare desta mesma versão anteriormente aqui. Ao lado, a capa original da gravação que foi ao estúdio e virou CD. Conta a estória que Mozart, ao falecer conseguiu terminar apenas três seções com o coro e composição completa do seu Réquiem: o Introito, o Kyrie e o Dies Irae. Do resto da sequência, deixou os trechos instrumentais, o coro, vozes solistas e o cifrado do contrabaixo e órgão incompletos, deixando anotações que seu aluno Franz Xaver Süssmayer utilizaria para terminar a obra.
Arleen Auger
René Pape
Vinson Cole
Assim, haviam muitas e boas indicações para o Domine Jesu e Agnus Dei, no entanto, para o Sanctus, não havia deixado nada escrito, assim como também não deixara para o Communio e para o Benedictus, obra do vídeo em questão. Assim, seu discípulo Süssmayer completou as partes em falta da composição, agregou música onde faltava e compôs completamente a música e a letra do Benedictus, que ouviremos abaixo. No entanto, pensemos um pouco! Será que não há Mozart nesses peças exclusivas de Süssmayer? - Claro que há, em minha opinião. 1o. Süssmayer aprendeu com Mozart; 2o. Süssmayer buscou, de fato, inspirar-se em Mozart; 3o. Süssmayer terminou uma obra cujo começo e final estava descrito por Mozart, pois algumas peças de um quebra-cabeça no fim. Ora, o Réquiem é de Mozart, sem dúvida alguma, mas sem negar que conta também com o ímpeto criativo do compositor e clarinetista austriaco Franz Süssmayer.



Latin:
Benedictus qui venit
in nomine Domini.
Hosanna in excelsis.

Português: 
Bendito o que vem
em some do Senhor
Hosana nas Alturas.

Sir Georg Solti

Weslay Mendonça

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Beethoven - Concerto para Piano No.5. Op.73 (Completo) - por Zimerman e Bernstein.

Bom, em comemoração às 7.000 páginas visitadas do Rádio Clássica, uma postagem de agradecimento aos nossos fiéis visitantes e aos nossos queridos parceiros virtuais. Pela primeira vez, neste blog, que tantas alegrias me traz por sua capacidade de gerar sentidos e sentimentos em tantas pessoas que passam por aqui e deixam depoimentos carinhosos, postarei algo hoje em formato diferente. Abdicarei de um preconceito de que os potenciais visitantes do blog não teriam mais de 10 minutos de atenção/audição disponíveis por postagem. Pela audiência crescente que temos tido, permitirei-me transvalorizar-me a mim próprio (ehehe), postando uma obra completa, tal qual a solicitação de um amigo que escreveu do Paraná. E de quem seria esta obra cuja postagem será "transgressora" ao blog? Quem seria o compositor escolhido para tal? Ora, os amigos que já me acompanham, saberão que, cabendo a mim esta escolha, é claro que o escolhido não seria outro senão o bom e velho Luigi, companheiro de tantas horas.

Pois bem, se trata do Op. 73 de L.V. Beethoven, o empolgante e belo Concerto para Piano No. 5. A Filarmônica de Viena de Leonard Bernstein e o piano de Krystian Zimerman a executam, em seus três movimentos: I - Allegro, II - Adágio e III - Rondó. O "Imperador", como ficou conhecido o Concerto pelo próprio Beethoven, é, integralmente lindo. Mas atentem, amigos, especialmente para o Adágio, que é profundo, sensível, romântico.

I - Allegro



II - Adágio



III- Rondó

Exposição do Rondó


Desenvolvimento e desfecho do Rondó e do Concerto.

Abraços!
W.M.

sábado, 7 de maio de 2011

Mozart - Recordare, do Requiem. K.626.

Cecília Bartoli


O vídeo mostra uma versãodo "Recordare", aquele que, pelo menos para mim, é o momento mais belo do estupendo Requiem de Mozart, cuja classificação na obra do autor é K.626. Na versão, a grande Cecília Bartoli (mezzo-soprano), ao lado da também magnífica soprano Arleen Auger, contrapõem com Vinson Cole (Tenor) e Rene Pape (Baixo). Quem toca é da Filarmônica de Viena, do conceituado maestro Georg Solti.

Importante, para os primeiros ouvintes: escutem e vejam a dança das vozes. Os quatro Naipes são organizados em encontros e desencontros que são, por fim, responsáveis pela beleza da música. A voz Mezzo de Cecília Bartoli substitui a contralto original da composição e encanta, ao lado dos mesmos outros três naipes dos escritos originais. Esta última, pela Filarmônica de Viena, celebrou 200 anos da morte de Amadeus com aquela apresentação.

Recordare

Recordare, Jesu pie, (Lembra-te, ó Jesus piedoso,)
quod sum causa tuae viae, (que fui a causa de tua peregrinação,)
ne me perdas illa die. (não me perca naquele dia.

Quaerens me, sedisti lassus (Procurando-me, ficaste exausto)
redemisti crucem passus (me redimiste morrendo na cruz)
tantus labor non sit cassus. (que tanto trabalho não seja em vão.)

Juste judex ultionis, (Juiz de justo castigo,)
donum fac remissionis (dai-me o dom da remissão)
ante diem rationis (diante do dia da razão)

Ingemisco tamquam reus (Choro e gemo como um réu)
culpa rubet vultus meus (a culpa enrubesce meu semblante)
supplicanti parce, Deus. (a este suplicante poupai, ó Deus.)

Qui Mariam absolvisti, (Tu, que absolveste a Maria,)
et latronem exaudisti (e ao ladrão ouviste)
mihi quoque spem dedisti. (a mim também deste esperança.)

Preces meae non sunt dignae (Minhas preces não são dignas)
sed tu bonus fac benigne, (sê bondoso e faça misericórdia,)
ne perenni cremer igne. (que eu não queime no fogo eterno.)

Inter oves locum praesta (Dai-me lugar entre as ovelhas)
et ab haedis me sequestra (e afastai-me dos bodes)
statuens in parte dextra. (que eu me assente à Tua direita.)


Weslay Mendonça

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Mozart - Agnus Dei da Missa da Coroação, por Karajan e Battle (Legendado)




Creio já ter confessado em postagem anterior que sou apaixonado por Kathlenn Battle, a nêga (como diria no Ceará) mais bonita da história da música erudita. De formação soprano de escola ianque, nos templos evangélicos reprodutores da Gospel Music, Battle possui a suavidade vocal contemplativa necessária à música sacra. Nesta versão belíssima da Missa da Coroação Mozartiana, a soprano faz juz a minha paixão. É de uma suavidade tamanha de serve de contraponto à característica agressiva de Hebert von Karajan, na Filarmônica de Viena. Uma versão, digamos assim, "agridoce" do Agnus Dei. Também participam, divinamente, o tenor Winbergh Gosta, o baixo Ferrucio Furlanetto e a contralto Schimidt Trudeliese. O vídeo é interessante por ser legendado. Ler a letra latina dá um toque todo especial.


Weslay Mendonça