Mozart - Requiem in D menor - Benedictus, por Sir Georg Solti, com Bartoli, Auger, Cole e Pape.
Capa do Álbum Original
Cecilia Bartoli
Um grande vídeo, cujos nomes falam por si só. Um dos maiores regentes do século XX, o húngaro-britânico Sir Georg Solti, ao lado de Cecília Bartoli (MezzoSoprano), Arleen Auger (Soprano), Vinson Cole (Tenor) e René Pape (Baixo). E, como se não bastasse, a influente Filarmônica de Viena. Já postamos o Recordare desta mesma versão anteriormente aqui. Ao lado, a capa original da gravação que foi ao estúdio e virou CD. Conta a estória que Mozart, ao falecer conseguiu terminar apenas três seções com o coro e composição completa do seu Réquiem: o Introito, o Kyrie e o Dies Irae. Do resto da sequência, deixou os trechos instrumentais, o coro, vozes solistas e o cifrado do contrabaixo e órgão incompletos, deixando anotações que seu aluno Franz Xaver Süssmayer utilizaria para terminar a obra.
Arleen Auger
René Pape
Vinson Cole
Assim, haviam muitas e boas indicações para o Domine Jesu e Agnus Dei, no entanto, para o Sanctus, não havia deixado nada escrito, assim como também não deixara para o Communio e para o Benedictus, obra do vídeo em questão. Assim, seu discípulo Süssmayer completou as partes em falta da composição, agregou música onde faltava e compôs completamente a música e a letra do Benedictus, que ouviremos abaixo. No entanto, pensemos um pouco! Será que não há Mozart nesses peças exclusivas de Süssmayer? - Claro que há, em minha opinião. 1o. Süssmayer aprendeu com Mozart; 2o. Süssmayer buscou, de fato, inspirar-se em Mozart; 3o. Süssmayer terminou uma obra cujo começo e final estava descrito por Mozart, pois algumas peças de um quebra-cabeça no fim. Ora, o Réquiem é de Mozart, sem dúvida alguma, mas sem negar que conta também com o ímpeto criativo do compositor e clarinetista austriaco Franz Süssmayer.
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