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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Beethoven - 9a Sinfonia (resumida, do filme de Brian de Levante; pedaço do presto, no filme de Bernard Rose).



Quantas vezes se é possível ter arrepios ouvindo isso! Quantos orgasmos são possíveis? Há quantos anos que eu já não escuto a 9a e sempre, e sempre, e sempre, os pêlos dos meus braços se levantam da mesma forma, meus olhos viram da mesma forma e tenho a impressão da mesma forma de sair nu de meu corpo e voar por nuvens coloridas? (E sempre desconhecidas). Permitam-se, meus amigos. Permitam-se!

Permitam-se, se possível, ouvi-la toda, na íntegra de seus quatro movimentos. Por que faz parte da Série Especial de Natal? Bom, o presto tem identidade óbvia. Já havia, inclusive, postado à Ode à Alegria em 2009. Pra mim, no entanto, a 9a sinfonia completa é responsável por um ritual particular (e já familiar) que tenho de ouvi-la, sempre, nas vésperas de natal em minha casa. Faço isso já a um bom tempo e sempre sinto falta de ouvi-la em torno das 19 ou 10hs da noite do dia 24/12 de cada ano. Ritual de passagem, talvez. Mas natal sem a 9a de Beethovem, completa, e bem alta dentro das paredes de minha casa, não é natal. Fico sem o Peru, mas nunca sem a Nona Sinfonia. O filme é "Beethoven" de 1992, dirigido por Brian de Levante e protagonisado por Charles Grodin e Bonnie Hunt. O filme é o primeiro de outros sobre beethovem, tal qual Minha Amada Imortal, a obra de grande impacto de dois anos mais tarde.



Minha amada imortal, cuja cena no vídeo é uma das mais emocionantes, é filme de 1994, dirigido por Bernard Rose e interpretado magnificamente por Gary Oldman. O ator ficou tão parecido com as imagens de Beethoven que não são poucos que os confudem em fotografias, veem Gary e acham que veem Ludwig. A cena do Minha Amada Imortal é linda, e, como a primeira, também é um resumo, só que nesta somente do último movimento, o presto.

Imagem I. Gary Oldman
Imagem II. O jovem Ludwig van Beethoven.

Weslay Mendonça

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Bach - Cantata natalina "Ich steh an deiner Krippen hier" ou "Estou aqui por seu Nascimento".



Um bonito vídeo sobre tema bachiano de natal. É bastante cantado nos natais alemãos e possui claro sentimento musical comum aos nossos ouvidos acostumados com músicas de natal. Bom... aqui canta um coro de meninas adolescentes, provavelmente um recital de natal escolar. A música é familiarmente bonita e natalina.

Weslay Mendonça

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Beethoven - Ode à Alegria, techo do presto da Sinfonia n.9. (Série Especial de Natal)



É claro que eu uma série especial de natal não poderia falta a Ode à Alegria. Para quem não sabe, este é apenas um trecho da coisa mais fantástica já composta por um homem para os ouvidos humanos: a nona sinfonia de Beethoven. A letra é de Schiller, musicada pelo gênio de Bonn e diz:

Oh amigos, mudemos de tom!
Entoemos algo mais prazeroso
E mais alegre!

Alegre, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir
O que o costume rigorosamente dividiu.
Todos os homens se irmanam
Ali onde teu doce vôo se detém.

Quem já conseguiu o maior tesouro
De ser o amigo de um amigo,
Quem já conquistou uma mulher amável
Rejubile-se conosco!
Sim, mesmo se alguém conquistar apenas uma alma,
Uma única em todo o mundo.
Mas aquele que falhou nisso
Que fique chorando sozinho!

Alegria bebem todos os seres
No seio da Natureza:
Todos os bons, todos os maus,
Seguem seu rastro de rosas.
Ela nos deu beijos e vinho e
Um amigo leal até a morte
Deu força para a vida aos mais humildes
E ao querubim que se ergue diante de Deus!
E ao querubim que se ergue diante de Deus!

Alegremente, como seus sóis corram
Através do esplêndido espaço celeste
Se expressem, irmãos, em seus caminhos,
Alegremente como o herói diante da vitória.

Alegre, formosa centelha divina,
Filha do Elíseo,
Ébrios de fogo entramos
Em teu santuário celeste!
Tua magia volta a unir
O que o costume rigorosamente dividiu.
Todos os homens se irmanam
Ali onde teu doce vôo se detém.

Abracem-se milhões!
Enviem este beijo para todo o mundo!
Abracem-se milhões!
Enviem este beijo para todo o mundo!

Irmãos, além do céu estrelado
Mora um Pai Amado.

Milhões se deprimem diante Dele?
Mundo, você percebe seu Criador?
Procure-o mais acima do céu estrelado!
Sobre as estrelas onde Ele mora.

Feliz natal a todos do mundo...
especialmente às crianças!

Weslay Mendonça

Handel - Coral "Hallelujah", de "O Messias", por Helmunt Rilling. (Série Especial de Natal)



Continuamos nossa Série Especial de Natal com o conhecidíssimo coral handeano de seu oratório "O Messias". É sua mais famosa criação e está entre as mais populares obras corais da literatura ocidental. Narra a vida de Jesus Cristo. Em 1741, Haendel recebeu um convite de Lord Lieutenant da Irlanda para ajudar a levantar dinheiro para três instituições de caridade de Dublin através de apresentações musicais. Embora doente nessa época, Haendel estava determinado a compor um novo oratório sacro para a ocasião, e pediu a Charles Jennens, seu libretista em Saul e Israel in Egypt, um tema apropriado. Jennens respondeu com uma série de versículos do Velho e do Novo Testamentos arranjados num "argumento" em três partes (como ele o descreveu). O resulvato foi o mais conhecido e amado oratório de Haendel. O texto suscitou controvérsia, com jornais ponderando sobre sua natureza "blasfema". O produto acabado, contudo, teve outra receptividade, sendo elogiado em Berlim e depois em Londres, Haendel fez várias revisões subsequentes, incluindo uma versão criada para Thomas Coram's Foudling Hospital em 1754. Ainda um eterno favorito, hoje em dia a maioria dos eventos natalinos inclui apenas a primeira parte e o Aleluia da Parte II.
O que mais me impressionada no Aleluia é o inigualável contrapondo das vozes masculinas com as femininas, tanto quanto seu ar processual, rumo ao augusto final do coral. É praticamente impossível um espectador minimamente sensível conseguir satisfazer-se antes do final desta passagem, graças a seu inenarrável e crescente poder de atração. Parar de ouvir no meio é causar em seu ouvinte uma frustação... uma dor na alma... uma sensação semelhante à do bebê que chora quando percebe que a mãe saiu de casa.

Weslay Mendonça


Bach - Jesus Alegria dos Homens (Série Especial de Natal). BWV 147



Jesus alegria dos homens ou Jesus bleibet meine Freude (em alemão) é o coro final da cantata "Herz und Mund und Tat Leben" (Coração e Boca e Ações e Vida), escrita pelo bom João Sebastião Bach no ano de 1716. Embora seja a 32ª cantata composta por J.S.Bach, das que sobreviveram, foi-lhe dado o nº 147 no catálogo completo de suas obras. Nesta versão, bela, tanto quanto o grupo de loiras que a interpreta, soprano e violino. É obra típica e tradicional em cantatas de natal por todo o mundo. Talvez a mais natalina obra de Bach.

Weslay Mendonça