Quantas vezes se é possível ter arrepios ouvindo isso! Quantos orgasmos são possíveis? Há quantos anos que eu já não escuto a 9a e sempre, e sempre, e sempre, os pêlos dos meus braços se levantam da mesma forma, meus olhos viram da mesma forma e tenho a impressão da mesma forma de sair nu de meu corpo e voar por nuvens coloridas? (E sempre desconhecidas). Permitam-se, meus amigos. Permitam-se!
Permitam-se, se possível, ouvi-la toda, na íntegra de seus quatro movimentos. Por que faz parte da Série Especial de Natal? Bom, o presto tem identidade óbvia. Já havia, inclusive, postado à Ode à Alegria em 2009. Pra mim, no entanto, a 9a sinfonia completa é responsável por um ritual particular (e já familiar) que tenho de ouvi-la, sempre, nas vésperas de natal em minha casa. Faço isso já a um bom tempo e sempre sinto falta de ouvi-la em torno das 19 ou 10hs da noite do dia 24/12 de cada ano. Ritual de passagem, talvez. Mas natal sem a 9a de Beethovem, completa, e bem alta dentro das paredes de minha casa, não é natal. Fico sem o Peru, mas nunca sem a Nona Sinfonia. O filme é "Beethoven" de 1992, dirigido por Brian de Levante e protagonisado por Charles Grodin e Bonnie Hunt. O filme é o primeiro de outros sobre beethovem, tal qual Minha Amada Imortal, a obra de grande impacto de dois anos mais tarde.
Minha amada imortal, cuja cena no vídeo é uma das mais emocionantes, é filme de 1994, dirigido por Bernard Rose e interpretado magnificamente por Gary Oldman. O ator ficou tão parecido com as imagens de Beethoven que não são poucos que os confudem em fotografias, veem Gary e acham que veem Ludwig. A cena do Minha Amada Imortal é linda, e, como a primeira, também é um resumo, só que nesta somente do último movimento, o presto.


