Depois de postar versões de Evgeny Kissin e de Vladimir Horowitz, anteriormente, uma tensão criada pelo caro Er, leitor deste blog, fez-me sentir em dívida a também fazê-lo com uma versão de Artur Rubinstein. O que dizer do pianista polonês? Bom, em poucas palavras, compartilhadas com o próprio Er, há leveza e segurança na interpretação. Talvez como poucos, e aqui sugerindo tal qual o leitor, Rubinstein executa o compositor polonês com tamanha espontaneidade que deve ter origem em seu compatriotismo com Chopin. Sensações outras a parte, a versão é linda e de tanta leveza que por um segundo imaginei Gene Kelly dançando de cabeça para baixo esta valsa polaca, tal qual fazia Gene em efeitos hollywoodianos e tal qual faz acima Rubinstein sobre seu instrumento de cauda: uma extensão das suas mãos.
Weslay Mendonça

Weslay, que coincidência você citar Gene Kelly em seu post. Exatamente hoje o grande dançarino hollywoodiano estaria completando 99 anos de idade...
ResponderExcluirSobre a interpretação de Rubinstein: essa serenidade, leveza e firmeza do virtuose polonês sempre provocaram minha admiração. Gosto de pianistas que conseguem tocar "com o cérebro e com contrôle virtuosístico", mas sem abrir mão da expressão. Estão aí Arthur Rubinstein, Maurizio Pollini e Claudio Arrau pra provar que isso é possível.
Sobre seus projetos para o blog eu pediria que entrasse em contato pelo email er3838@msn.com ... Agradeço muito, Weslay.
Abraços.