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sábado, 6 de agosto de 2011

Piazzolla - Adios Nonino, por Astor Piazzolla

Hoje, mais um belo tango bachiânico, se é que podemos dizer assim, de Astor Piazzolla. Escrito em outubro de 1959, na ocasião do falecimento do pai do compositor, Vicente Nonino, apesar do seu óbvio tom melancólico (mais ou menos localizado em passagens mais intermediárias), não perde o elemento mais característico da música dançante de nossos hermanos, sua veia sensualística/ sensualíssima. Há sensualidade em tudo no tango de Piazzolla, seja em suas pausas, seu rítmo, no tibre choroso e simultaneamente vibrante do acordeão (melhor dizendo, "bandoneón", com ressalvas do colega Golbery.) O "Adios Nonino" ficou mais conhecido do público brasileiro (e deste jovem, pero no mucho, blogueiro , inclusive) por uma destas cada vez mais raras manifestações poéticas do telenovelismo brasileiro: a ótima minissérie da Rede PiG-Globo "Engraçadinha". Aliás, quem como eu, homem do sexo masculino, que hoje possui seus áureus intermédios 20 a 30 anos de idade, não lembra com saudades desta minissérie! Ai, ai, ai, ui, ui! (Como diria Silvio Santos!). Bom, milongas a parte, até porque "Milongas" é título somente de futura postagem "hermânica" deste blog (desculpem as futilidades de nossos neologismos), espero que gostem do vídeo. Quem interpreta Astor é o próprio Astor, como verão abaixo. Abraços!



A "Engraçadinha" Alessandra Negrini (Globo, 1995)

Weslay Mendonça

2 comentários:

  1. Isso não é um acordeon, é um Bandoneón! Te alui, macho! Inclusive é um instrumento muito difícil de ser tocado.

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  2. É verdade, Golbery, tens razão! Mas é da família, inclusive, dos sopros, com mesma ascendência alemã! Aliás, como o órgão de tubos, também, bachiânicos: todos aéreo-vibrantes, digamos assim. Pensando sobre isso, inclusive, influências de Bach em Astor há de se encontrar no próprio instrumento (vou ver se não acho nada que verse cientificamente sobre isso na internet)! Você não tem a impressão que o timbre lembra algo meio termo entre o acordeão e a sanfona 8 baixos do Borghetti? Sempre tive essa sensação. Falow!

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