Apesar de não ser uma obra considerada de relevância para o próprio compositor, por sua singeleza a correção rítmica, faço questão de postar esta "Música para Crianças" de Carl Orff. Na verdade, reza a lenda que o compositor do Carmina Burana, em seus experimentos pedagógicos com crianças, resolveu passar-lhes, certo dia, um "dever de casa". Esta tarefa, voltada a entreter crianças com a prática de "brincar de música", tocando em instrumentos relativamente simples, uma música relativamente simples. Quem a ouvir deverá sentir semelhanças nesta peça e na obra de Philip Glass, de caráter minimalista. Quer dizer então que a música de Philip Glass não seria levada a sério por Carl Orff? Provavelmente não. Como também não é ainda hoje por muita gente. Eu, bom, eu a levo a sério. Entendo seu contexto-histórico, sua filosofia fundante e, principalmente, assim como nesta Música para Crianças, vejo beleza simples, beleza na simplicidade, se não tanto quanto, pelo menos como também há beleza na música de harmonias-melodias mais complexas. Vamos ouvir então.
Weslay Mendonça
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