"O amor exige tudo, e com pleno direito: eu para com você e você para comigo."
Desta vez, vou quebrar o protocolo deste blog. (Se é que existe protocolo neste blog). Quero dizer, na verdade, que vou fazer diferente, pois não vou falar nem da obra, nem de Beethoven ou, menos, da bela Vanessa Mae. Aliás, desta, vou dizer apenas que a acho bela; e nada mais. O que importa então é que este 2o. movimento do Romance No. 2 do Luigi é inspirador. Tanto inspirador que certo dia pensei assim: como seriam as cartas de Ludwig van Beethoven a sua tão secreta amada imortal, como conta a estória do filme de Bernard Rose (aqui), caso estas fossem escritas nos dias de hoje, em pleno século XXI? Ai, meus caros, decidi de pronto de responderia esta pergunta tentado fazê-la, a carta. Sim, e ai, ouvindo o Romance No. 2, em seu segundo movimento, comecei e terminei a dita cuja.
Vale perceber, no entanto, que o cotidiano descrito na carta não se baseia em outro que não seja o meu próprio, no ano de 2007. Mas não, ao contrário de alguém que pense, não foi diretamente um texto em homenagem a outrem que não fosse o próprio Luigi van Beethoven. Tentei, ali, estar nutrido da música em questão e de meus sonoros 23 anos de vivências diversas que tive dentro da minha querida cidade de Fortaleza. Segue-se, portanto, a carta. Uma releitura das cartas originais supostamente deixadas por Beethoven.
Vale perceber, no entanto, que o cotidiano descrito na carta não se baseia em outro que não seja o meu próprio, no ano de 2007. Mas não, ao contrário de alguém que pense, não foi diretamente um texto em homenagem a outrem que não fosse o próprio Luigi van Beethoven. Tentei, ali, estar nutrido da música em questão e de meus sonoros 23 anos de vivências diversas que tive dentro da minha querida cidade de Fortaleza. Segue-se, portanto, a carta. Uma releitura das cartas originais supostamente deixadas por Beethoven.
"Carta à Minha Amada Imortal"
"Manhã de 07 de Julho, 2007,
(aproximadamente 200 anos depois)
meu anjo, meu tudo, meu próprio eu... para que ficar triste se é o nosso amor quem nos fala? Ontem foi um dia difícil para mim, porém nem mais ou nem menos que todos os outros depois que iniciei o trabalho novo. No entanto, mesmo dentro da rotina, foi singularmente difícil. Desta vez, porém, não foi por qualquer problema mais novo em minhas relações de labor: que para mim já são tão corriqueiros quanto são indiferentes na maioria dos casos. Na verdade, a particularidade de ontem foi a de termos estado chateados juntos, não você comigo, nem eu com você, mas nós conosco. No amor, o pior sofrimento é aquele em que ninguém é vítima e ninguém é vilão. Não há a quem perdoar, nem muito menos a quem pedir perdão. Poderia consistir o nosso amor em outra coisa que não fosse a chance que nos damos para recriar a partir dos erros do outro? O nosso amor existiria sem este eterno movimento de fugas e voltas de cada um de nós durante o tempo em que estamos juntos, em que dançamos juntos, em que sofremos juntos? Ah, amor... e isso só nos é possível por que temos a consciência de que nem eu sou todo seu e nem você é toda minha quando estamos longe um do outro. Porém, no momento em que te toco com meus lábios, o sol faz a volta em nosso beijo. E aí, não haverá mais a minha alma sem a sua e nem a sua alma sem a minha. Não há mais sol, quando nosso beijo é noturno. Não há mais lua, quando acordo ao teu lado. Portanto, alegre-se, pois quando te olho, enchergo só cores e quando te toco, estou entre as flores.
Alegre-se, pois de nada temos de mais forte que o nosso amor. Nada temos de mais sincero que os nossos abraços. Fique bem, pois com o poder transformador do mundo que tem o que sentimos um pelo outro conseguiremos chegar novamente à frente do ônibus que nos guia pelas vias desta nossa cidade. E quando encontrarmos em nossa viagem a mais recente de nossas tantas direções, tomaremos os rumos de nossa própria via e chegaremos fortalecidos, independente do destino. Tenha calma, meu amor, por logo estaremos juntos e felizes novamente. Continua a me amar, oh minha amada, pois essa hora não tarda.
Sempre teu, sempre minha,
durante toda a eternidade em que estivermos juntos.
Seu fiel Ludwig."
A publicação original deste texto encontra-se aqui, primeiro blog no qual me dediquei, um dia, à publicar uma parte das coisas da qual gostava de escrever. O tempo, a maturidade e a um maior senso de resguardo me afastam hoje daquele blog, buscando somente tomar a iniciativa de tirá-lo do ar, o que acontecerá logo em breve. No mais, é isso... Abraços.
Weslay Mendonça
Que texto belo com cores da literatura romântica, querido Weslay. Creio conseguistes o objetivo de transpô-lo 200 anos depois. Já o vídeo, bom, não gosto da Vanessa Mae, porém Beethoven sempre é ótimo!
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