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terça-feira, 28 de junho de 2011

Beethoven - Egmonte (Aberture/ Overture)




Jovem Sinfônica da Noruega
Hoje, uma postagem não do Youtube, como é de costume, mas do Vimeo, um outro bom site de postagens de vídeos com bom conteúdo armazenado. Em questão, a Jovem Sinfônica da Noruega (Norwalk Youth Symphony), regida por Richard Brooks tocando a magnífica peça de Ludwig van Beethoven, a abertura de Egmont, uma peça de 10 atos baseada na obra de outro alemão da qual Beethoven era amigo e fã, Wolfgang von Goethe. Composta entre 1809 e 1810, a abertura do Egmont seria, em meados de 1956, convertida em um hino não oficial da Revolução da Hungria. A peça, da fase final do classicismo no compositor, que posteriormente amadureceria o início do romantismo musical na Europa, conta a saga de um jovem holandês que, absorto com o imperialismo francês de Napoleão Bonaparte, vira mártir de sua própria ideologia anti-napoleônica. O poema de Goethe viria ser inspirador de um Luigi que anos antes apoiava a Revolução Francesa, mas que, decepcionado, passou então a condená-la através de sua arte. Ambos, Goethe e Beethoven demostravam-se decepcionados, compartilhando de sentimentos semelhantes. O poeta chegou a dizer que Beethoven, com sua música, transportou totalmente o sentido do poema às notas musicas. Esse é o lado contra-revolucionário, político-participativo de Ludwig e sua arte. 

Weslay Mendonça

4 comentários:

  1. Talvez esse lado contra-revolucionário e anti-imperial de Beethoven já estivesse anunciando o Nacionalismo característico da Ideologia Romântica... Egmont é mais uma obra vigorosa de Beethoven, o mais energético mestre alemão...

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  2. Weslay, no Youtube tem tambem Karajan regendo a mesma obra. Você acha muito "descabeladas" as interpretações do maestro alemão?

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Você sabe, Er, que não. Gosto do Karajan e de seu estilo pop. Até hoje para mim quanto penso em Beethoven, principalmente nas sinfonias, quase sempre a referência é o Karajan. Quando escuto por outro regente, sempre me pergunto se é mais poética, mais veloz, mais melodiosa ou mais intensa que uma versão do alemão. Agora, não me pergunte o motivo que não saberia responder.

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