Desta vez, uma obra popular. Talvez a obra mais popular de Albinoni, mas que, na verdade, não é de Albinoni. Com certeza a obra mais popular de Giazotto, mas que talvez não tenha sido este quem a compôs, e sim Albinoni. - "Emmmm!?" Exclamará você, sensível e curioso leitor deste blog. - "Como assim?" Depois me perguntará você ansioso (só não mais que este humilde blogueiro). É que na verdade, na verdade, o ocorrido foi o seguinte que se segue...
"Era uma vez... do outro lado do oceano, um pequeno país mágico em formato de bota. Lá, todos os tipos de pessoas, ricos, pobres, bonitos, feios, bruxos, corcundas, padres e santos falavam uma estranha língua, escrita com símbolos, notas musicais e linhas, chamada musiquês!
Um certo dia, há quase 100 anos, um rapazinho branquelo encontrou algumas folhas soltas, perdidas numa biblioteca de sua cidade (a grandiosa Pisa), todas escritas em musiquês. Nestas folhas continham, dentre outras coisas e um conjunto de símbolos e linhas, uma bonita canção. Quando o jovem resolveu ler os escritos, um belo som de órgão de tuba soava pelo ar e falava com sotaque do século XVII, dizendo coisas e emitindo sons que encantaram o rapaz. Este jovem, chamado Remo Giazotto resolveu, então, colocar e escrever mais símbolos naquele papel, porém sem adicionar uma linha sequer, fazendo este ainda ficar mais bonito. Vendo que havia conseguido, resolveu, também, publicá-lo, para que mais pessoas do seu país pudesse ouvir a beleza daquele som estranho, falado com sotaque estranho, porém com algumas alterações feitas por ele. As folhas, então, fizeram um enorme sucesso, todo mundo queria ter uma cópia em casa para ler e ouvir durante todo o tempo de suas vidas.
Albinoni (1671 - 1751)
No certo momento, muito curisos, todos queriam, então, ver os papeis originais. Quando conseguiram, perceberam que ali assinava o nome de Tomaso Albinoni, antigo homenzinho rico do cabelão, já falecido, nascido dentro das gôndolas da cidade de Veneza. Quando perguntado, antes de distribuir as cópias, quem era o muito criativo compositor daquela beleza, o jovem Remo respondeu: "o nome dele é Tomaso Albinoni!" Porém, depois do sucesso, resolveu assumir de vez que também fez parte do trabalho, dizendo-se também seu criador." Essa é a pequena história desta linda canção de sotaque barroco, divulgada em musiquês somente no século XX, com algumas modificações. Na prática, as linhas de baixo (o órgão de tubos) são de Tomaso Albinoni. Já as linhas melódicas, as cordas, são de Remo Giazzoto. Como veremos acima.
Quem interpreta é a Orquestra de Câmara Franz Liszt, da Hungria. Boa audição.
sem palavras
ResponderExcluirbela musica
belo blog