| Friedrich Nietszche |
No silêncio desta madrugada de sábado para domingo, o lugar do encontro dentre as obras de Friedrich Nietszche, Stanley Kubrick e Richard Strauss. - Pois "está no homem o sentido da natureza! Assim falou Zaratustra!". O que teriam em comum esses três mestres de artes diferentes senão a paixão simultânea pela música e pelo drama?
Nietzsche era fã assumido do drama dionisíaco da música wagneriana. Richard Strauss, um dos maiores expoentes da música dramática alemã pós-wagneriana, assim como da obra do já famoso filósofo bigodudo. Por sua vez, Stanley Kubrick, um dos maiores cineastas de todos os tempos (na opinião singela deste blogueiro), inspirou-se, também, na obra de ambos, Nietszche e Strauss. Não por acaso a abertura deste "Assim falou Zaratustra" de Richard Strauss é também a abertura do filme kubrickiano, digamos assim, "2001, Uma Odisséia no Espaço". Aliás, um dos filmes de maior impacto sonoro que já assisti. Quase um videoclipe de mais de três horas de duração, com cenas de referência para o cinema posterior ao lançamento do filme e com trilha sonora abrangente e diversa.
Nietzsche era fã assumido do drama dionisíaco da música wagneriana. Richard Strauss, um dos maiores expoentes da música dramática alemã pós-wagneriana, assim como da obra do já famoso filósofo bigodudo. Por sua vez, Stanley Kubrick, um dos maiores cineastas de todos os tempos (na opinião singela deste blogueiro), inspirou-se, também, na obra de ambos, Nietszche e Strauss. Não por acaso a abertura deste "Assim falou Zaratustra" de Richard Strauss é também a abertura do filme kubrickiano, digamos assim, "2001, Uma Odisséia no Espaço". Aliás, um dos filmes de maior impacto sonoro que já assisti. Quase um videoclipe de mais de três horas de duração, com cenas de referência para o cinema posterior ao lançamento do filme e com trilha sonora abrangente e diversa.
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| Richard Strauss |
| Stanley Kubrick |
Strauss baseou "Assim falou Zaratustra", sua obra de Op.30, no poema filosófico em prosa de Nietszche. Trata-se de um Poema Sinfônico de 35 minutos de grande dramaticidade e beleza, que lembra muito a obra do outro Richard, aquele cujo o filósofo das tragédias gregas possuía expressa relação de amor e ódio: Richard Wagner. Zaratustra, para Friedrich, é uma espécie de líder ideal para a humanidade, um pensador dionisíaco. Strauss escreveu essa peça entre 1895 e 1896, regendo-a pela primeira vez em Frankfurt.
E quem seria, enfim, Zaratustra? Lembro de minhas saudosas aulas de História com a queria professora Adriana Botelho no Colégio Militar do Corpo de Bombeiros, quando, pela primeira vez, ouvi falar de Zaratustra (ou Zoroastro) e da religião fundada por esta figura, o Zoroastrismo ou Mazdeísmo, talvez a primeira religião dualista de nossa história, ou seja, capaz de dividir a natureza em Bem e Mal. Sua fé baseava-se na adoração de uma entidade suprema que era uma espécie de Pai da Sabedoria (Aura Mazda ou Ormuz), companheiro dos vivos em sua busca por justiça, por sabedoria, por vitalidade e por imortalidade. Era a religião dos antigos povos persas, tão importantes que foram para o desenvolvimento da civilização ocidental.
E milongas à parte nesta postagem excepcionalmente extensa, por nossa percepção de que o poema sinfônico de Strauss não dispensaria sua completude e essas considerações que aqui as faço, quem interpreta no vídeo é a Orquestra Nacional de Santa Cecília, italiana, sob a regência do igualmente italiano Antonio Pappano. Espero que gostem. Abraços.
| Zaratustra ou Zoroastro |
Weslay Mendonça

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