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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Os Claude do Impressionismo. Monet e Debussy. Arabesco No.1.

Claude Monet
A música e as artes plásticas pairavam no final do século XIX com a vanguarda de um nova idéia, a de que a realidade não se mostra aos homens através de linhas ou através de pontos, simplesmente. Não se mostra aos homens através de notas musicais cortadas pelo tempo, como sons atômicos, isolados, enquadrados, interrompidos pela vontade pragmática ou estética de um instrumentista. A realidade, antes, é um contínuo de cor, de luz, de som envolto em um emaranhado complexo de multideterminação e captado por nossos sentidos como impressão. (Aqui, diga-se de passagem, uma leitura tão pessoal do impressionismo que pode ser, inclusive, atemporal, admitimos. Mas a idéia seria essa, acredito, se transportada por seus atores ao século XXI).

Na obra de Claude Monet, por exemplo, o impressionismo surge através do privilégio das cores e das pinceladas fortes. As relações de luz e sombra eram consequência do jogo das matisses, onde o preto (a ausência de luz) quase nunca era utilizado. A realidade alcançável por nossos olhos não dispensa, nunca, a luz.

Inaugura-se, aqui, a prática da pintura in loco, onde o artista daria preferência a ateliês à céu aberto, onde pudesse ter contato mais direto com esta realidade a ser, primeiro, subjetivada e depois retratada em nuances de impressão




Na música, a delícia dos sons correntes de Debussy, escritos para serem ouvidos ao longo do tempo, sem àqueles efeitos típicos do classicismo de abafamento proposital (corte) da repercussão das notas musicais, que fez escola durante grande parte do século XIX). O trabalho com o Eco, talvez seja na música impressionista o que, nas artes plásticas, constuma ter-se com as pinceladas fortes. Ambas as técnicas nos dão a impressão de continuo entre notas distintas (no caso do eco) e de cores distintas (no caso das pinceladas fortes). Acima, o vídeo de Zeljka Milosevic que interpreta o belo ARBESQUE Nº 1: ANDANTINO CON MOTO, de Claude Debussy. Atente, especialmente, para as indescritível beleza e importância do Eco nesta interpretação em voz de Harpa.

Weslay Mendonça

Um comentário:

  1. mto agradável aos sentidos.. belíssima interpretação!
    abraço
    Yuri.

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