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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Wagner - Overture da ópera "Tristão e Isolda". Zubin Mehta



Zubin Mehta
Hoje, uma estréia dupla na Rádio Clássica. Dois gênios da música dramática, um compositor e outro regente. O compositor é Richard Wagner, aqui representado por sua magnífica Overtura da ópera Tristão e Isolda. O regente é o não menos importante para a música do século XX Zubin Mehta. Wagner é músico cujo meu conhecimento vem se dando a partir da leitura de um estudo psicossociológico e musicoterapêutico que fiz em 2002, antes mesmo de optar por cursar psicologia na querida Universidade Federal do Ceará, o que só veio acontecer a partir de 2004, vejam só. Já Mehta, sou seu fã desde meados de não sei quando, durante minha adolescência, especialmente ouvindo gravação da Orquestra Filarmônica de Israel encima do Réquiem de Mozart. Lembro também do impacto positivo que tive ouvindo o maestro indiano (pois sim, Zubin Mehta é indiano) em gravações com os famosos Três Tenores, na década de 90. Bom, voltando ao Wagner, que em outra postagem falarei mais sobre sua biografia, mas hoje me contentarei em dizer que é o grande representante alemão da ópera romântica. 
Tristão e Isolda
De intensidade dramática, não me esqueço mais de estudos que fiz fazendo referência a suas obras e ao impacto psicológico que causaram na Alemanha de seu período. Infelizmente aqui não tenho as referências, pois li na época mais por curiosidade que por dedicação científica (ainda não era psicólogo). No entanto, lembro bem e me marcou indicações que apontavam depoimentos que descreviam significativos impulsos suicidas nos germânicos que iam ao teatro assistir a ópera Tristão e Isolda, por exemplo. Era comum dizer-se: - fulano matou-se. -Mas por quê? O quê que houve? - Não sei, só sei que ele veio atordoado desde ontem da Ópera de Wagner. Pois é, macabro ou não, se faz sentido ou não, imagino que o impacto que uma música cause em uma pessoa dependa de fatores de diversas ordens, boa parte destas ordem de caráter histórico-social. Por fim, vou aqui me limitar a dizer que a dramática estória de Tristão e Isolda trata de um caso de amor condenado, com toques de feitiçaria, vingança e guerra. É uma estória medieval, que em post futuro falo mais sobre. Bom final de Junho e começo de Julho... E vamos para frente que atrás vem gente! Abraços.

Weslay Mendonça

4 comentários:

  1. Gostei do post. Gostaria de mais postagens-vídeos desta ópera, também, com novos comentários. Vc tem em MP3 completo?

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  2. Esse impulso wagneriano para a tragédia acabada eu encontro igualmente no meu compositor favorito, o depressivo Johannes Brahms... Já Beethoven está longe disso, ele é drama, é conflito, é destruição , é construção, é movimento...
    Vocês psicólogos devem encontrar na cultura germânica um campo fértil para o estudo tanto das taras quanto das grandiosidades da espécie humana... rs...

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  3. Rs... a cultura germânica é fertilíssima, meu caro Er. Concordo com vc. Quanto à Beethoven, não vejo depressão, vejo antes uma intensidade poética, uma entrega pessoal intensa, porém não depressiva. Verdade. Mas isso não é regra, há quartetos de cordas do Luigi que me chegam com ar senão de depressão, pelo menos de tristeza profunda.

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  4. Sim, aqueles últimos quartetos de Beethovem têm linhas que indicam um profundo desespero do autor... mas que logo em seguida "se resolvem" em movimentos ensolarados...

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