Semana passada, no facebook, ouvi falar da Orquestra Contemporânea do Ceará, mais uma empreitada do maestro Gladson Carvalho (Oxalá que desta vez tenha qualidade, além de comoção). Surpreso, a primeira coisa que me perguntei e perguntei aos amigos era qual o conceito de contemporâneo implantado na orquestra. Bom, não tive resposta ainda, mas pretendo, assistindo-a, tê-la um dia. Digo isso aqui por que quando me vem a cabeça o contemporâneo em música me vem, é claro, o gênio francês de Yann Tirsen. Músico vivo, compositor de trilhas sonoras conhecidas, como de "O Fabuloso destino de Amelie Polain" e de "Good by, Lênin". Tiersen, aqui tocando o seu "Sur le fil", demostra sua capacidade criativa voltada a instrumentação solo. O compositor/ violinista é, sem dúvida, uma das melhores coisas que o movimento minimalista nos deu em termo de música. Se ouve e se vê o Yann e, inevitavelmente, lembramos de Satie e Bach, sem falar de Philip Glass, é claro, e Steve Reich. O "Sur le fil" ou "Sobre o Fio" mostra como se pode fazer uma música aparentemente simples, porém bela, criativa e envolvente.Weslay Mendonça
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