O Prelúdio e Fuga em Mi Menor, BWV 556, tem um estrutura formal que corresponde exactamente ao tipo de tocata para órgão do norte da Alemanha, tal como a cultivava Buxtehude, ou seja, compõe-se de uma secção inicial livre, em «stylus phantasticus», de uma primeira fuga em compasso binário, de um interlúdio recitativo, ou "confutatio", e de uma segunda fuga em compasso ternário que conduz a uma tocata final, ou "confirmatio" de toda a obra. Parece muito provável que J. S. Bach (1685-1750) haja escrito esta obra depois da sua famosa viagem a Lübeck, a fim de se avistar com Buxtehude. É especialmente digna de comentário a construção da segunda fuga, na qual nos apercebemos do quanto Bach aprendeu dos seus antecessores e como ele soube evoluir a partir dos seus modelos. O tema inicial mantém-se ao longo da fuga, enquanto a estrutura rítmica se vai paulatinamente enriquecendo até se converter numa escrita concertante, o número de vozes é variável, e o andamento torna-se cada vez mais rápido até desembocar numa tocata que conclui uma obra que só pode ser qualificada de sublime. Aqui, mostraremos apenas o prelúdio. A fuga, deixamos somente a curiosidade, para que nossos ouvintes possam pesquisar.
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