Confesso que não sou nenhum amante inveterado da obra de Robert Shumann. Aliás, só o conheci mediante o interesse pela 1a fase do romantismo a mim despertado por compositores como Beethoven, Schubert e Chopin. No entanto, esta peça, o Trio para Piano, é para mim uma das obras que resume à obra total deste compositor alemão; assim como, por sua beleza suave, muito da representação integral daquele período musical romântico. Robert não passou batido, muito pelo contrário. Tenho váaaaaaarios amigos virtuais seus profundos admiradores. Mas, sabe se lá... gosto musical é algo muito relativo, mesmo dentro dos amantes de estilos semelhantes e de períodos semelhantes. O que sei é que esse Trio, especialmente este segundo movimento, foi para mim quase que uma obsessão em minha época de pré-vestibular. Ouvia trezentas vezes no período. Fazia a barba ao som repetitivo deste movimento. Dentre uma e outra formula de física, assobiava sua melodia. E dentro dos ônibus...ehe. Dentro dos ônibus lembro de minha adolescencia tardia, aos 17 anos, indo ter-me com os filhinhos de papai do colégio que eu havia ganhado uma bolsa de estudos para o pré-vestibular, em Fortaleza, assobiando indiscriminadamente alto e desincomodado com quem me ouvia tocando com os lábios este belíssimo movimento do trio composto por Robert Shumann. É lindíssimo! Sem dúvida! E o que é pior... vicia!
Weslay Mendonça
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