O mais longo "crescendo" do mundo, é assim que é conhecida a obra de longe mais executada do repertório de Maurice Ravel, o Bolero. Foi escrita para o Balé, mas a genialidade de sua orquestração e a criatividade de sua dinâmica transformaram-na em uma obra que resolve-se por si mesma, e muito bem. Essa, aliás, não é a concepção de seu compositor, que segundo ele, esta peça só faria sentido sendo executada ao lado de um corpo de baile. Ao longo da história, foi o exímio coreógrafo francês Maurice Berjat o responsável pela peça mais conhecida que já a acompanhou. Joseph-Maurice Ravel (Ciboure, 7 de março de 1875 -- Paris, 28 de dezembro de 1937) foi um compositor e pianista francês dos mais conhecidos de seu tempo. Começou a manifestar interesse pela música aos 7 anos. Desde então dedicou-se ao estudo do piano, mas só começou a frequentar o Conservatório de Paris aos 14. Posteriormente, em 1895, passou a estudar só e retornou ao Conservatório em 1898, quando estudou composição com Gabriel Fauré. Concorreu no Prix de Rome, mas não foi bem sucedido. Foi influenciado significativamente por Debussy, mas também por compositores anteriores, como Mozart, Liszt e Strauss, mas logo encontrou seu próprio estilo, que ficou, porém, marcado pelo Impressionismo. Ao longo de sua vida, aprendeu a desgostar do sucesso desta sua peça, talvez por medo de tornar-se um novo "Albinoni", tendo todo o resto de sua obra vista em segundo plano. em prol do sucesso do "Bolero". Hoje, é fato que o Bolero, por seu encatamento, é ainda a sua obra de longe mais executada. Porém, outras também podem chamar a atenção para o seu talento, um dos simbolos do simbolismo musical francês. Aqui, mais um vídeo de coreografia de Bejart.
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