Para inaugurar as nossas postagens, nada melhor que um Beethoven, não é? Pois bem... esta "Sonata para piano No 8, em Dó menor, Op.13", mais conhecido pela história como a Sonata Patética é, neste vídeo, interpretada pelo grande Freddy Kempf, que é, em minha opnião, um dos maiores interprétes de Ludwig da geração da segunda metade do século XX. A obra foi composta quando o brilhante compositor alemão possuia por volta de seus 28 anos e foi dedicada ao famoso princípe da Prússia Karl Lichnowsk, seu amigo e incentivador musical. A Patética é um dos símbolos mais importantes da postura revolucionária do compositor. Seu primeiro movimento, este Grave - Allegro di molto con brio, por si só traz muito desta postura. Pela primeira vez, Beethoven inicia uma sonata com um movimento lento. Porém, logo após um acorde forte, inicia-se uma seção bastante expressiva. As nuances são muito sutis, mas criam uma atmosfera nunca antes experimentada numa sonata para piano – quasi una fantasia. Mais do que uma simples introdução, esse Grave abre uma nova maneira de se expressar e é parte integrante do movimento já que retorna, de forma abreviada, no começo e na coda da seção de desenvolvimento deste movimento. Este grave acaba por ser uma espécie de abertura do movimento, antes do surgimento do Allegro.
O "primeiro tema" do Allegro, por assim dizer, é formado por uma estrutura capaz de criar uma tensão quase palpável. A energia não se dissipa ao longo do movimento e está presente em todas as seções: desde a seção onde a mão direita é responsável pela melodia e pelo baixo (seção difícil com os saltos muito rápidos) até à parte onde Beethoven aumenta a tensão incrivelmente, num crescendo intenso utilizando todos os extremos do piano. No final da exposição, Beethoven usa o material do tema principal para a coda, que finda essa seção de uma maneira completamente "não-conclusiva". O desenvolvimento do movimento também inicia-se com uma introdução ao modo da Exposição. O material é o mesmo e surpreende pela modulação, com uma introdução em sol menor para uma conclusão em mi menor, onde o tema principal retorna. O desenvolvimento termina com uma passagem onde se desencadeia uma recapitulação, que ocorre de maneira normal até o final do movimento, onde Beethoven traz o material do início do movimento para o desfecho final. Como se fosse um novo início, Beethoven traz a introdução e o início do primeiro tema para encerrar o movimento de uma maneira super abrupta. Super inconclusiva!
O "primeiro tema" do Allegro, por assim dizer, é formado por uma estrutura capaz de criar uma tensão quase palpável. A energia não se dissipa ao longo do movimento e está presente em todas as seções: desde a seção onde a mão direita é responsável pela melodia e pelo baixo (seção difícil com os saltos muito rápidos) até à parte onde Beethoven aumenta a tensão incrivelmente, num crescendo intenso utilizando todos os extremos do piano. No final da exposição, Beethoven usa o material do tema principal para a coda, que finda essa seção de uma maneira completamente "não-conclusiva". O desenvolvimento do movimento também inicia-se com uma introdução ao modo da Exposição. O material é o mesmo e surpreende pela modulação, com uma introdução em sol menor para uma conclusão em mi menor, onde o tema principal retorna. O desenvolvimento termina com uma passagem onde se desencadeia uma recapitulação, que ocorre de maneira normal até o final do movimento, onde Beethoven traz o material do início do movimento para o desfecho final. Como se fosse um novo início, Beethoven traz a introdução e o início do primeiro tema para encerrar o movimento de uma maneira super abrupta. Super inconclusiva!
Weslay Mendonça
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